Confiram este Editorial extraído do Jornal Virtual - Profissão Mestre,
Ano 5, número 29, de 01 de Agosto de 2007.

Motivação intelectual

Em tempos de pensamento positivo, pratique ações positivas. Pelo bem da sua carreira!

Há quem procure livros de auto-ajuda, cursos relâmpagos e palestras em forma de show para se sentir motivado a trabalhar, se esforçar, mudar. Parece que a motivação vem de fora, que existe uma fórmula certa que serve para todos, basta ter boa vontade e muito tempo durante o dia para trabalhar a “auto-motivação”.

Textos bonitos e fotos sobrepostas no PowerPoint, acompanhadas de música e de uma mensagem de texto emocionante costumam ser o remédio para muitos males, entre eles o estresse, a depressão, a falta de vontade de lutar e a falta de algo em que acreditar. O resultado é que a maioria das pessoas que bebem nessa fonte sentem-se mais confortáveis para se acomodar.

Depois desse primeiro passo, entram num círculo vicioso: sentam-se, pensam positivamente, esperam pelo melhor, não recebem nada do que pensaram em receber, revoltam-se, compram outro livro de auto-ajuda, acreditam de novo que tudo dará certo num passe de mágica, reconfortam-se, acomodam-se… e deixam de planejar o próprio futuro outra vez!

Carreira
Se a pessoa está sem emprego ou odiando o trabalho que faz, diz-se que está desmotivada. Às vezes, ela está mesmo é pouco preparada e sem vontade de buscar um curso, um diferencial, uma saída para a própria carreira.

Decidir mudar de área requer coragem, desprendimento e… consciência do que realmente se quer fazer. Enquanto o indivíduo não resolver esse problema, pouco vai adiantar ler uma mensagem bonitinha na Internet.

Professor, qualquer guru em motivação vai dizer que ela está dentro de você. Em Português claro, isso significa que é você quem precisa se motivar, é você quem precisa lutar, buscar o seu diferencial, estudar, melhorar, mudar. E isso tudo com as ferramentas que você já tem, baseado na pessoa que você realmente é, e não naquela que gostaria de ser se conseguisse mudar tudo o que há em você e que não lhe agrada muito.

Arquitetando o próximo passo
Na prática, funciona assim: você tem certeza de que gosta do ramo da educação? É uma pergunta séria, preste atenção nela. Caso goste, vá procurar um curso de graduação, pós-graduação, extensão ou seja lá o que for na área. Leia, pesquise, estude muito. Não há outra maneira de se tornar um bom educador além de conservar-se como estudante por muito tempo.

Em segundo lugar, faça contatos. Timidez tem limite, apatia também. O sucesso depende da sua coragem de correr atrás do que é importante. Converse com várias pessoas, entre nas escolas, seja humilde. Se você não pode ser contratado, mas a experiência é importante para o seu currículo, seja voluntário em alguma instituição educacional. Ensine no contraturno, ofereça aula particular, peça indicações de livros, revistas, filmes e lugares que podem ser visitados para os professores da instituição na qual você estiver trabalhando como voluntário.

Além de tudo isso, procure universidades e faculdades nas quais possa se especializar. O que você mais gosta em educação? Existem MBAs, cursos ligados à Pedagogia, Psicologia, Literatura, Gestão Educacional, Educação Especial, Empreendedorismo e milhares de outros.

Aliando-se à tecnologia
Outra maneira de reiniciar o seu desenvolvimento é aprendendo a mexer no computador. É, caro leitor, mexer. Usar todas as ferramentas do Microsoft Office, descobrir outros programas de computador, vasculhar a Internet atrás de informações, sites de universidades, museus, portais de educação, chats de discussão. E não precisa se limitar a descobrir tudo o que há de novo no Brasil e em outros países de Língua Portuguesa. Usando a Internet, você também pode encontrar sites em outros idiomas e, assim, desenferrujar o seu Inglês, desenvolver melhor o seu Espanhol e descobrir a real importância de outros idiomas.

Existe uma infinidade de mundos a serem descobertos através da Internet. Além do mais, se prestar atenção, você vai notar que por meio dessa ferramenta é possível fazer cursos importantes para a sua carreira, como uma pós-graduação. Várias universidades oferecem aulas interativas (nas próximas páginas da revista você verá como participar de cursos a distância).

Fazer é poder
Expandir horizontes, tomar consciência de diferentes realidades, descobrir outros meios de aprendizagem, encontrar novos contatos, amigos e mestres, prestar atenção ao momento e às aquisições – sejam elas intelectuais ou financeiras. Tudo isso serve para motivá-lo também.

Buscar seguidamente a ascensão profissional é uma maneira de manter-se motivado. Bons profissionais, além de acreditar no que fazem, procuram aprimoramento, conhecem técnicas inovadoras de lecionar, mantêm contatos profissionais em vários lugares do país, sentem-se à vontade diante de aparatos tecnológicos, tomam a frente na hora de solucionar conflitos dentro e fora da sala de aula e trabalham de modo a motivar as pessoas que estão à sua volta.